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Salário emocional: trabalho além da remuneração.

Você já escutou o termo salário emocional? Caso não, pense na seguinte situação: mesmo oferecendo aos seus colaboradores uma remuneração alta, a maioria não aparenta estar satisfeito e feliz com a rotina de trabalho, a produtividade esta baixa e a taxa de demissão é crescente. 

Se você já presenciou esse cenário, saiba que isso têm conexão direta com o salário emocional, ou melhor, a falta dele.

As pessoas querem mais

Empresas devem ter em mente que o dinheiro é, de fato, a maior prioridade para quem procura um trabalho, porém não é o único atrativo que deve ser ofertado ao colaborador. 

A remuneração em si, corresponde apenas a necessidade de sobrevivência, útil para atender as necessidades básicas como alimentação, saúde, moradia, além de contribuir para a segurança financeira do indivíduo. 

Apesar de importantes, o colaborador não se satisfaz somente com esses itens, pois a realização tanto pessoal, quanto profissional engloba outros fatores. 

Segundo o relatório especial da Edelman (agência global de comunicação), brasileiros (as) tem preferência por empregos em organizações alinhadas aos seus valores e crenças.

Enquanto, apenas 39% dos entrevistados apontam a busca por um salário maior e/ou ganhar mais benefícios como motivação para encontrar um novo emprego.

O restante (60%) afirmou que deseja trabalhar em uma que seja condizente com seus princípios, que possam ter um aprendizado continuo e ser reconhecidos pelo trabalho que executam. Além disso, querem uma empresa engajada socialmente com uma cultura mais inclusiva. 

A nova visão sobre o trabalho

Considerar as modificações que transformaram a ambiente laboral, como a  inserção dos meio digitais, o dinamismo do ritmo de produção, os novos modelos de gestão, a expansão das possibilidades de atuação, entre outros aspectos é importante para assimilar a relação das pessoas com o trabalho atualmente e, porque elas estão mais exigentes. 

A retenção de um colaborador é cada vez mais difícil para empresas, principalmente se tratando de um profissional com um bom nível de capacitação que é muito disputado pelo mercado, tornando-se necessário repensar a estrutura do clima organizacional e as possíveis melhorias que faça esse colaborador escolher permanecer na sua empresa.

Analisar o que faz parte do salário emocional é um dos primeiros passos.

Como pagar o “salário emocional”?

Comece pela pesquisa, conheça o perfil de todos com profundidade, pois assim será possível incluir no salário emocional algo que faça sentido para o modelo de liderança e beneficie expressivamente a vida dos colaboradores. 

Vale salientar, que no momento de decidir o que oferecer é totalmente normal ter dúvidas, já que os itens que podem fazer parte do salário emocional são diversos, que abrangem diferentes pontos essenciais (saúde e bem-estar, relacionamentos interpessoais, processos de comunicação, controle do tempo, espaços de convívio, etc)

No entanto, o que tem de estar na claro na sua mente, como gestor de RH, é o propósito de cuidar dos seus colaboradores através de investimentos a longo prazo, escolhendo criteriosamente os parceiros que vão te ajudar.

Pois, assim, evitam-se ações emergenciais que não são nada estratégicas, nem para o crescimento dos colaboradores, e muito menos, para a organização. 

Adotar essa postura é determinante para o sucesso e geração de resultados do salário emocional ofertado. 

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